segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Poentes Mortos


Nada mudou, meu amor.
A tua voz, anunciando a madrugada,
Arrebata ainda, num lamento de dor,
Meu corpo nu, minha alma desmaiada.

Morrem em ti poentes,
Desfeitas as ilusões e cansaços
De tempos remotos, diferentes,
A que me acorrentam teus abraços.

É absurdo este viver,
Este sonho descomposto,
Que me embala sem eu querer
Encobrindo o teu rosto.

E assim prossigo para sempre,
Numa existência condenada
Por teu riso demente,
Por tua ânsia insaciada.

(08/07/2009)

Sem comentários:

Enviar um comentário