segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Neblina Opaca


A noite cai
Estéril e fria
Deambulando pelas ruas
Na sua doce melancolia

Vejo o teu rosto
Perdido na solidão
E de forma impiedosa
Apagas a minha ilusão

O vazio apodera-se de mim
E a solidão, invadindo aqueles momentos,
Derrama um pranto compulsivo
Revelando os seus sentimentos

O pesado som do silêncio
Que tu não queres escutar
Acentua-se nas trevas
Na fria noite de luar

Caminho na tua direcção
Cada vez mais longe de ti
Porque é que tenho de te perder?
Porque é que tudo acaba assim?

(04/01/2006)

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